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Oncofertilidade - Dr. Paulo Bianchi

Oncofertilidade

Como preservar a chance  de homens e mulheres com câncer terem filhos

Apesar do câncer ocorrer mais frequentemente após o período da vida em que as pessoas pensam em ter filhos, o número de casos de câncer entre homens e mulheres jovens (em idade reprodutiva) tem aumentado por razões ainda não completamente esclarecidas. Independente da idade, o diagnóstico de um câncer é sempre uma notícia muito difícil. Felizmente, com o avanço dos tratamentos oncológicos, muitos dos pacientes que recebem este diagnóstico ainda jovens conseguem se curar da doença. Contudo, pode haver ainda um desafio na retomada de uma vida normal: o tratamento contra o câncer pode levar à infertilidade.

Isso acontece porque a quimioterapia e, especialmente a radioterapia na região pélvica, são nocivas aos óvulos e espermatozoides. O efeito do tratamento oncológico pode variar de pessoa para pessoa, a depender do tipo de medicação utilizada e do estado da fertilidade antes do início do tratamento. Nos homens, por exemplo, pode haver redução temporária ou definitiva na produção de espermatozoides e, em casos extremos, até a azoospermia (parada total na produção de espermatozoides). Nas mulheres, pode ocorrer redução parcial da reserva ovariana (reduzindo o tempo de vida em que a mulher será fértil)  ou o esgotamento total da reserva ovariana (menopausa precoce).

A radioterapia aplicada à pelve pode ter efeitos nocivos sobre o útero, além dos efeitos danosos sobre os ovários. Além disto, frequentemente é necessário esperar alguns anos após o término do tratamento contra o câncer para que o oncologista libere a paciente para engravidar de forma segura, o que por sua vez também pode ter um impacto  significativo sobre as chances de gravidez a depender da idade da mulher e do estado de sua reserva ovariana ao término do tratamento oncológico.

Para mais informações sobre o efeito da idade da mulher sobre sua fertilidade, leia este artigo.

O que pouca gente sabe é que o câncer e seu tratamento não precisam necessariamente impedir os planos de ter filhos após vencida esta batalha. Atualmente, a medicina conta com opções de preservação da fertilidade para homens e mulheres com câncer antes do início do tratamento oncológico, portanto antes de ocorrerem efeitos deletérios sobre os espermatozoides ou os óvulos.

Preservação da fertilidade em pacientes com câncer: primeiros passos

Ao receber o diagnóstico de câncer e iniciar a preparação para o tratamento oncológico, é importante  conversar com o oncologista francamente sobre o desejo de ter uma gravidez depois do tratamento. O oncologista solicitará então uma avaliação com um médico especialista em reprodução assistida e juntos traçaremos a melhor estratégia levando em consideração o  diagnóstico, o estado do(a) paciente e o tempo que se tem antes do início  do  tratamento oncológico. Assim, a preservação da fertilidade ocorrerá de uma maneira segura e sem interferir com  o tratamento do câncer e com o prognóstico  da paciente.

É importante ter em mente que a coleta dos óvulos ou espermatozoides deve ser feita antes de iniciar sessões de quimioterapia e da radioterapia, embora possa ser feita após cirurgias contra o câncer. Por isso é que, ao receber o diagnóstico de câncer, o ideal é fazer o aconselhamento o quanto antes para realizarmos a preservação da sua fertilidade em tempo hábil.

Como pode ser feita a preservação da fertilidade em homens com câncer?

Homens com câncer podem preservar sua fertilidade através do congelamento de espermatozoides. O processo é rápido e muitas vezes pode ser feito até no mesmo dia. A amostra, colhida por masturbação, é avaliada, processada e congelada imediatamente. A depender da qualidade, pode ser  necessário colher mais  amostras depois de alguns dias para aumentar a  chance de gravidez no futuro.

Preservação da fertilidade em mulheres com câncer

Mulheres com câncer podem preservar sua fertilidade através do congelamento de óvulos ou de tecido ovariano.

Para o congelamento de óvulos, é necessário fazer a  estimulação ovariana, com o intuito de amadurecer mais óvulos e,  com isto, aumentar as chances de gravidez. Este processo costuma levar de 10 a 15 dias, nos quais utilizamos medicações hormonais  que promovem o crescimento dos folículos ovarianos. O processo todo é acompanhado com ultrassonografias transvaginais seriadas realizadas a cada 2 ou 3 dias para avaliação do crescimento dos folículos e do melhor momento de colher os óvulos.

Nos casos de mulheres com tumores sensíveis a hormônios, como o câncer de mama, há protocolos especiais de estimulação ovariana desenvolvidos para reduzir o impacto hormonal e tornar o tratamento seguro.

Em algumas situações (a depender do tipo de câncer e de seu estágio), há pacientes que não têm tempo para realizar o congelamento de óvulos, uma vez que precisam realizar com urgência o tratamento oncológico.

Existem ainda quadros em que o câncer acontece na infância, quando ainda não aconteceu a primeira menstruação e, portanto, quando ainda não é possível fazer a estimulação ovariana. Nestes casos, existe outra opção: o congelamento do tecido ovariano, isto é, o congelamento da região dos ovários onde  os óvulos ficam armazenados (a parte superficial dos ovários). Para isto, é necessário remover um fragmento de ovário ou o ovário todo, o que normalmente  é feito através de videolaparoscopia: um procedimento rápido e normalmente sem grandes riscos. O tecido extraído é processado e congelado. Trata-se de uma técnica moderna, rápida, que não atrasa o tratamento oncológico, e na qual conseguimos congelar uma  grande quantidade de óvulos.

Se você encontrou este artigo porque você ou alguma pessoa próxima recebeu um diagnóstico de câncer, saiba que pode contar comigo e com a minha equipe para um aconselhamento ágil para a preservação da sua fertilidade antes de iniciar seu tratamento. 

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